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Material ferroviário

Durante a revolução industrial, a Bélgica se posicionou como referência para a produção ferroviária. A nível nacional, o país possuía a rede ferroviária mais densa na Europa. Internacionalmente, a Bélgica foi representado em todo o mundo por seus engenheiros que estavam construindo redes ferroviárias, por suas empresas que operam estas redes e pelas empresas de construção de equipamentos ferroviários. Por exemplo, foram construídas, na Bélgica, não menos de 11.000 locomotivas a vapor para as empresas nacionais e para exportação.

A Bélgica se envolveu muito cedo na construção da infraestrutura ferroviária do Brasil com a vinda do engenheiro Henri Vlemincx, que dirigiu de 1859 a 1865 o Serviço de Tráfego da Estrada de Ferro Dom Pedro II. Esta permissão contribuiu para levar encomendas de material ferroviário para as metalúrgicas belgas. Estas forneceram locomotivas, vagões, pontes metálicas e trilhos, para esta e diversas outras estradas brasileiras como a Leopoldina, Sorocabana, Paraná, Central da Bahia e Central de Pernambuco. O equipamento mais vultoso veio dos Ateliers de la Dyle et Bacalan em Lovaina, que construiu o vagão do Imperador, conservado no Museu do Trem do Rio de Janeiro.